A actual consola Switch da Nintendo usa um SoC NVIDIA Tegra X1 que já mostra sinais de idade, e há mais de um ano que circulam rumores que a Switch 2 ia usar um chip NVIDIA actualizado, provavelmente baseado no processador Tegra com o nome de código “Orin”.
Ainda não há confirmação oficial se os rumores são verdade, mas há um novo detalhe que reforça essa impressão: a própria NVIDIA publicou especificamente que a Switch 2 usa (ou pode usar) a funcionalidade de upscaling de gráficos DLSS.
O processador Tegra T239, supostamente usado na Switch 2, que se diz ter o nome de código “Drake”, terá oito núcleos de CPU Arm Cortex-A78C, uma interface de memória LPDDR5X de 128 bits e, crucialmente para esta história, um GPU integrado baseado na arquitectura Ampere com 12 módulos de shader, dando-lhe 1.536 “núcleos CUDA”, como a NVIDIA gosta de os contar.
Ampere é a arquitectura de GPU que está na base da gama de placas gráficas GeForce RTX 30 e, claro, inclui núcleos tensor de terceira geração. Assim, o GPU integrado da Switch 2 deve ser totalmente capaz de usar a funcionalidade Deep Learning Super Sampling (DLSS) da NVIDIA, o famoso sistema de upscaling por IA da empresa. O DLSS fornece resultados geralmente superiores em comparação com as versões anteriores do FidelityFX Super Resolution da AMD – particularmente o algoritmo espacial original “FSR1” que foi usado em muitos jogos da Switch 1.
A publicação no blogue da NVIDIA sobre o assunto observa que a Switch 2 incorpora “1.000 anos de esforço de engenharia em todos os elementos” e continua dizendo que o GPU na Switch 2 é, de facto, um “GPU personalizado”. Pode ser que o componente GPU no SoC da Switch 2 tenha algumas personalizações para o produto da Nintendo – ou pode ser simplesmente uma configuração que não é usada em mais nenhum lugar.
Seja como for, a NVIDIA diz que a Switch 2 é de facto capaz de usar DLSS juntamente com reconhecimento facial e remoção de fundo por IA na nova funcionalidade GameChat, e suspeita-se que a tecnologia avançada de cancelamento de ruído e isolamento de voz usada nessa funcionalidade também use IA.
De acordo com o fabricante de chips, o GPU na Nintendo Switch 2 é dez vezes mais rápido do que o do sistema original. Isso certamente explica como é capaz de atingir 60 FPS em 4K em certos jogos (Metroid Prime 4 Beyond e Fast Fusion). A NVIDIA implica que o DLSS está em uso, embora não tenha sido possível detectar quaisquer sinais reveladores disso na transmissão ao vivo da Nintendo.