Como aconteceu com outras marcas de fotografia, a Kodak também se aventurou no mundo dos smartphones, com um modelo que, em teoria, se destacaria pelas suas capacidades fotográficas: o Elektra. Isto aconteceu em 2017 e a aposta correu tão bem que a Kodak não voltou a repetir a graça. Arredada dos grandes “palcos” da fotografia, a marca tem, contudo, uma aura nostálgica que a torna um ícone da cultura pop – e nada melhor que justificar “título” com pedaços de retro-tecnologia e alguns pozinhos high-tech, para manter a “chama” viva.
Este conceito assenta que nem uma luva à Step Touch, uma máquina compacta, capaz de imprimir pequenas fotos (usa a tecnologia de calor Zink, sem tinta) como uma Polaroid ou uma Instax. Contudo, e como acontece nestes dois casos, não podemos levar muito a sério as suas capacidades. É certo que tem Bluetooth (para a ligarmos a uma app de smartphone muito básica), pode ser usada com cartões microSD (aliás, deve, uma vez que apenas tem 65 MB de armazenamento) e se carrega por USB (da década passada, não é USB-C, um grande contra), mas não passa de um gadget para festas ou para dar asas à nossa veia vintage e mais analógica, ainda que seja uma máquina com alma digital.
A operação básica resume-se a dois botões (ligar e disparar); depois há um ecrã táctil de interacção sofrível, que parece saído de uma impressora multifunções de 2010. Ainda assim, nos menus, podemos ajustar vários parâmetros de imagem para dar mais vida e criatividade às fotos (e aos vídeos), que até nem são más de todo (o sensor tem 13 MP) – em ambientes mais escuros, entra em acção o flash, que tem outra função,no mínimo, estranha: quando o baixamos, a máquina desliga.
Distribuidor: Robisa
Preço: €199