Joguei todos os jogos de estratégia baseados no universo criado por Frank Herbert – Dune, Dune 2 e Dune 2000. Todos eles usam sensivelmente a mesma mecânica de jogo e as mesmas facções: Harkonen, Atreides e Ordos (esta última não faz parte do cânone da série de livros de Frank Herbert). O objectivo de todos os jogos é, invariavelmente, controlar o planeta desértico Arrakis (também conhecido como Dune), o único em que existe uma substância chamada Spice (ou ‘Especiaria’ em português), que permite “dobrar o espaço e o tempo” e, assim, viajar entre as estrelas.
Dune: Spice Wars, foi desenvolvido pelo mesmo estúdio que nos trouxe o excelente Northgard (um jogo de estratégia passado no tempo dos vikings) e traz, além dos óbvios melhoramentos gráficos em relação aos primeiros jogos Dune, várias alterações às facções, deixando cair os Ordos, acrescentando os Freemen (o povo originário de Dune) e os contrabandistas de Spice, como grupos jogáveis.
Outra alteração de fundo foi a introdução de um novo recurso chamado ‘Influência’ que permite às novas facções conseguirem subornar os membros do senado para levarem a sua a avante. Por exemplo, podem influenciar o senado a aumentar o preço para manter o exército de forma a enfraquecer uma ou outra facção. Isto pode parecer um pouco confuso no início, mas acrescenta mais um nível de profundidade ao jogo.
Por último há um outro novo recurso em Spice Wars: a espionagem. Com espiões, cada facção pode fazer operações especiais, como sabotar as actividades das outras, começar rebeliões ou, simplesmente, ficar a saber o que os outros andam a fazer.
De resto, a mecânica é semelhante à dos outros títulos baseados em Dune: tem de se minerar Spice para ganhar dinheiro, o que, por sua vez, é usado para manter um exército para atacar as outras facções e ganhar, no final, o controlo total do planeta. Cada partida dura cerca de quatro horas, se for jogada de seguida.
Editora: Shiro Games/Level Infinite
Distribuidora: Funcom
Disponível para: Windows
Preço: €29,99 (acesso antecipado loja Steam)